Diretamente de Washington, mandatário brasileiro emite declaração que soa como um “salvo-conduto” temporário para criminosos; críticos veem confissão de leniência.
Em meio à sua agenda nos Estados Unidos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva proferiu uma frase que paralisou observadores políticos e incendiou as redes sociais. Ao comentar sobre o endurecimento das ações contra facções criminosas, Lula disparou: “Quem escapou até semana que vem, tudo bem”. Para a oposição e analistas de segurança, a fala não soou como um ultimato, mas como um aviso amigável para que aliados do crime organizado ganhem tempo antes de qualquer movimentação oficial.
Ouça a Fala do presidente “Quem escapou até semana que vem, tudo bem”. | Fonte: Divulgação
A declaração ocorreu durante um discurso em Washington, em um momento onde Lula tentava projetar uma imagem de rigor no combate ao crime transnacional. Contudo, a escolha das palavras gerou o efeito oposto. Ao sugerir que quem “escapou” tem até a semana que vem para estar “tudo bem”, o presidente parece estabelecer um prazo de carência para a ilegalidade.
A fala de Lula, traz um componente de informalidade perigoso para um chefe de Estado. Ao dizer que “quem escapou até a semana que vem, tudo bem, mas quem não escapou não vai escapar mais”, o presidente cria uma linha imaginária no tempo que ignora a urgência do combate ao crime.
No Jornal da Verdade, questionamos: desde quando a aplicação da lei possui um período de carência? Dar um “prazo” para que o crime organizado se organize ou desapareça antes do lançamento de um plano governamental é, no mínimo, uma falha estratégica colossal e, no máximo, uma sinalização de leniência.
O Crime no Coração do Estado
Apesar da frase polêmica sobre o “escape”, o diagnóstico de Lula sobre a capilaridade das facções foi brutalmente honesto, embora tardio. Segundo o presidente:
- Empresas Multinacionais: O crime não é mais amador; possui estrutura de gestão e atuação transnacional.
- Infiltração Total: Lula admitiu que as facções estão no futebol, no meio empresarial, na política e, o que é mais grave, dentro do Poder Judiciário.
Essa admissão é de uma gravidade extrema. Se o presidente da República sabe que o Judiciário e a política estão contaminados pelo crime organizado, por que o plano “para valer” só será lançado na semana que vem? Se o diagnóstico já existe, a omissão até o presente momento beira a prevaricação.
Destruir as Finanças ou Blindar Aliados?
Lula afirmou que uma das quatro frentes de trabalho será o estrangulamento financeiro das facções. “Nós precisamos destruir o potencial financeiro”, afirmou. Contudo, a credibilidade dessa promessa é colocada em xeque quando o próprio governo se vê envolvido em investigações que cruzam interesses políticos com bancos de origem duvidosa, como no caso do Banco Master.
A pergunta que fica no ar em Washington é: o plano será realmente contra o crime organizado como um todo, ou será uma ferramenta seletiva para atingir adversários enquanto o “quem escapou até semana que vem, tudo bem” protege os amigos do regime?
Lula encerrou dizendo que o Brasil está disposto a dar um exemplo de país que leva o assunto a sério. No entanto, o exemplo que fica é o de um governo que avisa quando vai bater. O crime organizado não opera com aviso prévio; ele se alimenta da surpresa e da velocidade. Ao prometer ação apenas para “a partir da semana que vem”, Lula deu ao crime o ativo mais valioso que um bandido pode ter: tempo.
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