Além da pauta econômica, presidente brasileiro busca conter intenção de Trump em classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas, temendo intervenção externa.
A visita de Lula a Washington nesta quinta-feira (7) carrega uma missão oculta de alta voltagem política: impedir que o governo Trump formalize a classificação das maiores facções criminosas brasileiras como grupos terroristas. A medida, se concretizada, daria aos EUA prerrogativas de intervenção e sanções que o Itamaraty enxerga como uma violação direta à soberania nacional.

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O encontro entre Luiz Inácio Lula da Silva, eleito através das urnas eletrônicas em vigor no dia 30 de outubro de 2022 e Donald Trump, agendado para esta quinta-feira em Washington, transcende os tradicionais apertos de mão diplomáticos. Fontes de inteligência e diplomacia indicam que o ponto de maior tensão na mesa será a intenção declarada da administração Trump de rotular o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs).
Juridicamente, a classificação de uma facção como grupo terrorista pelos Estados Unidos não é apenas uma mudança de nomenclatura; é uma chave que abre portas para ações extraterritoriais. Lula tenta impedir esse movimento sob o argumento de que o crime organizado no Brasil é uma questão de Segurança Pública e Segurança Nacional, devendo ser gerido exclusivamente pelas instituições brasileiras. A falta de ações concretas por parte do atual mandatário brasileiro no combate ao crime organizado levanta suspeitas, visto que pouco ou quase nada foi feito durante o chamado ‘Lula 3’.
A crítica do governo brasileiro reside no fato de que, uma vez classificados como terroristas, os grupos passam a ser alvo do Departamento de Defesa e de agências de inteligência dos EUA com uma liberdade de ação que inclui:
- Congelamento global de ativos financeiros de qualquer pessoa ou entidade ligada ao grupo.
- Punição criminal para quem fornecer “apoio material”.
- Possibilidade de operações de inteligência em solo estrangeiro sob o pretexto de combate ao terrorismo global.
A Visão de Trump: Segurança das Américas
Por outro lado, Donald Trump tem reforçado em sua base a ideia de que o narcotráfico e o domínio territorial dessas facções na América Latina são ameaças diretas à segurança interna dos EUA e ao controle de fronteiras. Para a Casa Branca, a ineficiência estatal em conter o avanço dessas organizações justifica uma abordagem mais agressiva e transnacional.
O impasse coloca o governo brasileiro sob um escrutínio severo. Ao empenhar capital político para evitar que tais facções recebam o rótulo de organizações terroristas, o Executivo gera uma percepção de complacência que vai além da retórica de defesa da soberania nacional. Para observadores atentos, a insistência em barrar essa classificação sugere uma tentativa velada de blindar essas estruturas criminosas de mecanismos internacionais de controle e sanção financeira. Diante de uma administração americana que prioriza o pragmatismo e a segurança continental, a ausência de resultados práticos no combate ao crime organizado no Brasil torna o argumento da ‘autonomia estatal’ cada vez menos convincente e amplia as suspeitas sobre os reais interesses em jogo neste diálogo diplomático.
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